CRBio-7 lança panorama inédito sobre o perfil das mulheres na Biologia no Paraná

23 de setembro de 2026

Levantamento traça o perfil sociodemográfico da categoria e ouve 123 relatos de Biólogas paranaenses, revelando cinco eixos prioritários para o fortalecimento da profissão}

O Conselho Regional de Biologia da 7ª Região (CRBio-07) lança o Panorama Mulheres nas Ciências Biológicas no Paraná, um levantamento inédito que une dados sociodemográficos da categoria à análise qualitativa de 123 respostas discursivas de Biólogas registradas no estado. O perfil traçado mostra uma categoria altamente qualificada e concentrada na força de trabalho ativa: 93,5% das respondentes têm alguma pós-graduação, e quase 8 em cada 10 estão entre 26 e 55 anos. Meio Ambiente e Biodiversidade é a principal área de atuação, citada por 63,41% das profissionais, seguida por Educação (39,84%) e Saúde (25,20%).

Do ponto de vista econômico, o levantamento revela um dado que reforça a pauta histórica da categoria: mais de 7 em cada 10 Biólogas recebem até R$ 10 mil mensais, e apenas 4,17% superam R$ 20 mil. Já sobre a estrutura familiar, 54,47% das respondentes são a principal fonte de renda de suas famílias. Na parte qualitativa,foi identificado cinco grandes eixos que resumem o que mais importa para as Biólogas do Paraná: valorização profissional, atuação institucional, formação continuada, equidade de gênero e participação ativa.

“Valorização profissional” aparece como a expectativa mais recorrente entre as participantes, que relatam ainda pouco reconhecimento perante empregadores e órgãos públicos, uma percepção diretamente conectada aos dados de renda revelados pela pesquisa. Já o eixo de equidade de gênero desponta como um dos achados mais relevantes: as Biólogas cobram ações concretas sobre equidade salarial, segurança em atividades de campo e maior presença em espaços de decisão. O levantamento também revelou um dado animador: as profissionais demonstram elevada disposição para colaborar ativamente com o Conselho, seja por meio de grupos de trabalho, comissões temáticas, palestras ou ações de capacitação.

“Este panorama é um retrato direto de quem são e do que pensam as nossas profissionais. Ele orienta nossas prioridades para os próximos anos, especialmente nas pautas de valorização da profissão e equidade de gênero”, destaca Fernanda Góss Braga, tesoureira e membro do Grupo de Trabalho de Networking, do CRBio-07, voltado às profissionais das Ciências Biológicas.

Instituído pela Portaria CRBio-07 nº 111, de 20 de fevereiro de 2026, esse GT tem, dentre os seus objetivos, o planejamento, a organização e implementação ações de integração e fortalecimento da rede profissional feminina no âmbito do Conselho. Agora, com esses dados e análises, o grupo irá propor e articular de demandas e necessidades das Biólogas.

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