CRBio-07 mobiliza Biólogos(as) e sociedade para fortalecer a prevenção e o combate à dengue no Paraná

13 de outubro de 2026

Campanha destaca a contribuição dos profissionais das Ciências Biológicas, a educação em saúde e a divulgação de experiências que inspirem novas iniciativas de prevenção nos municípios paranaenses

A prevenção e o combate à dengue exigem informação, vigilância contínua, atuação técnica e participação da sociedade. Com esse olhar, o Conselho Regional de Biologia da 7ª Região (CRBio-07) lança uma campanha que valoriza a contribuição dos profissionais das Ciências Biológicas para a saúde pública, para a compreensão dos fatores ambientais envolvidos na proliferação do mosquito e para o desenvolvimento de estratégias de prevenção.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue segue como um importante desafio sanitário. Segundo o Ministério da Saúde, “o controle do vetor Aedes aegypti é o principal método para a prevenção e controle da dengue e outras arboviroses urbanas”. A orientação reforça a necessidade de ações permanentes e articuladas entre poder público, profissionais, instituições e população.

 

O papel do Biólogo na prevenção

A prevenção envolve a identificação e a eliminação correta de criadouros, o manejo adequado de recipientes e de resíduos sólidos, o monitoramento de vetores e a mobilização comunitária. Nesse cenário, os profissionais das Ciências Biológicas atuam, conforme suas competências e áreas de atuação, como profissionais da saúde assim como em pesquisa, monitoramento entomológico, análise de fatores ambientais, educação em saúde e comunicação científica. Também estão presentes em frentes inovadoras, como o controle biológico com a bactéria Wolbachia, o monitoramento de vetores com apoio de inteligência geográfica e o diagnóstico molecular.

Outra frente de prevenção é o descarte correto dos resíduos sólidos, por meio da segregação entre recicláveis secos, resíduos orgânicos e rejeitos, encaminhando-os à destinação adequada, com atenção aos resíduos sujeitos à logística reversa, como: eletroeletrônicos, resíduos da construção civil e móveis, que devem ser destinados a pontos de recebimento ou a serviços específicos.

A Lei nº 6.684/1979, que regulamenta a profissão, prevê a atuação do(a) Biólogo(a) em estudos, projetos e pesquisas relacionados, entre outras áreas, à preservação, ao saneamento e à melhoria ambiental. A Resolução 700 do CFBio, que detalha todas as sub áreas de atuação do profissional, pode ser conferida aqui.

A importância da educação em saúde também é respaldada pela literatura científica. Em revisão sobre ações educativas de enfrentamento ao Aedes aegypti, Dias et al. (2022) apontam a educação em saúde como elemento indispensável no combate às arboviroses, especialmente quando combinada à mobilização social e às estratégias de controle vetorial.

A orientação técnica é igualmente fundamental para que as medidas preventivas sejam executadas corretamente. Em publicação do Ministério da Saúde, a Bióloga e pesquisadora da Fiocruz Denise Valle alerta: “Quando falamos em eliminar criadouros, não basta jogar a água fora”. É preciso eliminar as larvas de forma adequada e remover os ovos aderidos às paredes dos recipientes.

 

Medidas preventivas recomendadas

  • Eliminar recipientes que possam acumular água;
  • Manter caixas-d’água bem vedadas;
  • Verificar vasos, calhas, ralos e outros locais que favoreçam a reprodução do mosquito;
  • Descartar corretamente os resíduos sólidos, separando recicláveis e orgânicos e dando destinação adequada em ecopontos ou a serviços específicos aos resíduos da logística reversa, como entulhos da construção civil, móveis e eletroeletrônicos;
  • Seguir as orientações dos serviços de saúde e das autoridades sanitárias;
  • Compartilhar informações e participar de ações comunitárias.

 

Panorama estadual

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) registrou, de  janeiro até março deste ano, uma queda de 52.193 para 2.028 nos casos confirmados de dengue no comparativo com mesmo período do ano passado, o que representa uma diminuição de 96,1%. O número de óbitos também caiu de forma expressiva e saiu de 90 mortes em 2025 para 1 neste ano, uma queda de 98,8%.

 

Ações integradas em Curitiba

Entre 1º de janeiro e 15 de abril de 2026, Curitiba registrou 62 casos de dengue, contra 999 no mesmo período de 2025. Segundo a prefeitura, a queda reflete um trabalho intersetorial que combinou monitoramento, eliminação de criadouros, mutirões, educação em saúde e tecnologias de vigilância. Em julho, o município também implantou o Método Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya no mosquito, unindo inovação científica e participação comunitária.

Compartilhe sua experiência

Como parte da campanha, o CRBio-07 convida Biólogos(as) registrados a compartilharem experiências relacionadas à prevenção e ao combate à dengue. Podem participar profissionais que tenham desenvolvido ou integrado projetos, pesquisas, ações educativas, iniciativas de monitoramento, mobilização comunitária ou outras experiências pertinentes.

Basta enviar um vídeo de até 1 minuto e 30 segundos apresentando a iniciativa, seus objetivos, as estratégias utilizadas e os resultados ou aprendizados alcançados, até 18 de outubro e postar no Instagram marcando @crbio07. Para participar, o(a) Biólogo(a) deve estar devidamente registrado no CRBio-07.

A proposta é dar visibilidade a boas práticas, estimular a troca de conhecimentos e inspirar novas ações em todo o Paraná.

Biólogos em ação contra a dengue! Juntos, compartilhando conhecimento para fortalecer a prevenção e proteger vidas.