Conselho Regional de Biologia da 7ª Região - Paraná

Compartilhar Edição

CRBio-07 lamenta incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro

Segunda, 03 Setembro 2018 16:25

Na data em que se comemora o Dia Nacional do Biólogo (03 de Setembro), o Conselho Regional de Biologia do Paraná (CRBio-07) vem a público lamentar profundamente a perda irreparável para a ciência e a história brasileira, decorrente do incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, ocorrido na noite do domingo, 2 de setembro de 2018.

Informações, ainda preliminares, indicam que a tragédia que destruiu o prédio principal (Palácio da Quinta da Boa Vista), transformou em cinzas os materiais da exposição e a maior parte das coleções entomológicas, antropológicas, de aracnologia e crustáceos. Estima-se que o incêndio tenha consumido os 5 milhões de exemplares de insetos que estavam no museu.

Graças ao trabalho da equipe de pesquisadores e servidores da instituição que adentrou o local durante o incêndio, entre eles o professor Paulo Andreas Buckup, uma pequena parcela do inventário de moluscos foi salva.

Segundo Buckup, os prédios dos Departamentos de Vertebrados, Departamento de Botânica, Biblioteca Principal, Pavilhão de Salas de Aulas, Laboratório de Arqueologia na Casa de Pedra, Anexo Alipio de Miranda Ribeiro, e anexo da coleção do Serviço de Assistência ao Ensino não foram atingidos. “A sobrevivência do Anexo Alípio de Miranda Ribeiro é importante, pois continha algumas coleções de invertebrados e dipterologia”, afirma o pesquisador da UFRJ, em uma mensagem que circula por grupos da Biologia.

A tragédia era anunciada. Os sistemas de segurança e anti-incêndio são precários, ou mesmo inexistentes, nos museus brasileiros. Em 1978, o fogo destruiu quase todo o acervo do MAM, no Rio de Janeiro. O Instituto Butantan também sofreu incêndios, com grandes perdas nas coleções de cobras e aranhas, em 2010.

O incêndio de um museu, que era considerado o quinto maior do mundo em acervo de história natural, é uma perda incalculável para a biodiversidade, uma vez que esses locais guardam holótipos de espécies descritas (indivíduo referência, que serve de base de comparação para pesquisas futuras). A dor é imensa para a ciência sul americana e mundial.

Estudantes de museologia da UNIRIO estão se mobilizando para preservar a história do Museu Nacional. Quem possuir fotografias do acervo ou dos espaços expositivos, pode contribuir, enviando-as para thg.museo@gmail.com.

O CFBio emitiu nota de pesar em seu site